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Resgatando a autonomia da mulher no trabalho de parto

Por Ingrid Nayara – @ingrid.humanizapartos

Por séculos, mulheres foram assistidas durante o parto em suas próprias casas, de maneira não intervencionista, por outras mulheres, conhecidas como parteiras. Essa é uma das profissões mais antigas, com conhecimento passado de geração a geração.

Com o passar dos tempos e com a chegada do capitalismo, aumentou o interesse dos médicos pelos partos. Foi a partir desse momento que a obstetrícia foi incorporada a medicina e os partos tornaram-se hospitalizados.

É bem verdade que as mulheres ganharam muito em relação a procedimentos necessários em partos que fogem da fisiologia (distócias que necessitam de vácuo, fórceps, cesárias, dentre outros), mas também, perderam muito do natural, pois os partos começaram a ser vistos como algo “patológico”, no qual sempre parece precisar de intervenções.

Por tais procedimentos ditatoriais, a autonomia da mulher no parto ficou em segundo plano, sendo que a mesma foi colocada em uma situação de incapaz, como se o seu corpo não soubesse parir de forma fisiológica.

Por tudo isso e também por falta do conhecimento de evidências científicas pela maioria das mulheres, a violência obstétrica passou a reinar.
Mas esse cenário vem mudando, graças a um movimento de mulheres empoderadas, que surgiu em meados do século XX. Elas lutam para resgatar o controle e o protagonismo de seus partos, considerando utilizar hospitais e instituições médicas, apenas em situações definidas e tidas como necessárias para a segurança da vida da mãe e do bebê.

Ressaltamos que existe uma grande quantidade de pesquisas e evidências científicas que demonstram, que na maioria das vezes, a ciência não consegue melhorar um parto natural e que, intervenções desnecessárias levam a complicações iatrogênicas (causadas pelo profissional), que, por sua vez, gera mais intervenções ou cesarianas.

Chegou a hora da obstetrícia ser utilizada com mais parcimônia (“menos é melhor”, quanto as intervenções desnecessárias) e um total respeito pela autonomia da mulher, a real protagonista do parto.

Na atualidade, as Doulas e Enfermeiras Obstetras, em sua maioria, se aliaram frente a esse movimento contrário a violência obstétrica, com intuito de ajudar as mulheres a entenderem toda a fisiologia do parto natural, fazendo com que as mesmas ao se tornarem conhecedoras do evento, possam parir com mais autonomia, liberdade e respeito, uma vez que seus corpos foram projetados para esse fenomenal momento do parir.


Para tanto, os benefícios de um parto fisiológico devem ser integralmente conhecidos pelas mulheres através da busca do conhecimento, desde o planejamento até o parir, a fim de que possam exigir seus direitos, além da busca por serem acompanhadas por equipe de profissionais habilitados e humanizados, a fim de não passarem por tais constrangimentos e procedimentos desnecessários.


Para maiores esclarecimentos procure a Enfermeira Obstetra e Ginecológica Ingrid Nayara no Instagram @ingrid.humanizapartos

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